Torabit/Blog

Cultura não é prioridade na campanha eleitoral

O tema Cultura não é assunto de grande interesse quando se fala em eleições no Brasil – seja entre os usuários das redes sociais seja entre os presidenciáveis. No entanto, o tema desabrochou nos primeiros dias de setembro por conta do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

No mês de agosto, o assunto mais comentado no universo eleição, foi o da Corrupção – conforme análise de 1,8 milhão de menções capturadas pelo Torabit. As menções sobre Corrupção foram responsáveis por 17,8% das menções analisadas e divididas em 12 assuntos principais.

Os assuntos Economia (16,3%) e Segurança (15,8%), bem próximos, ficam em segundo e terceiro lugar. É de se notar que o tema Cultura foi responsável por apenas 0,7% das menções, antecedido pelos temas Educação (8,5%), Saúde (8,4%), Reformas (6,6%), Emprego (5,3%), Habitação (3,9%), Transportes (3,2%) e Religião 2,5%.

Esta situação mudou quando analisados posts do universo eleições pós incêndio no Museu Nacional. No dia 2 de setembro, dia do incêndio, e no dia seguinte, o assunto Cultura associado às eleições pulou de 0,7% para uma participação de 34,8%. No entanto, a situação começa a voltar à “normalidade” quando se compara as menções à Cultura do dia do incêndio dia até esta quinta-feira, 6 de setembro. Elas voltaram a diminuir e formam apenas 3,6% no universo da eleição.

Nas redes sociais específicas dos candidatos (somando-se Facebook, Twitter e Instagram), as menções sobre Cultura eram nulas no mês de agosto de forma geral, mas depois de incensadas pelo incêndio apareceram nos canais dos presidenciáveis, Alvaro Dias que teve zero menções à cultura em agosto, postou 23 vezes depois do dia 2. Veja abaixo o antes e depois dos candidatos:

Álvaro Dias: 0 antes e 23 depois
Geraldo Alckmin: 2 antes, e 3 depois
Jarir Bolsonaro: 0 antes, e 2 depois
Guilherme Boulos: 0 antes, e 17 depois
Ciro Gomes: 0 antes, e 1 depois
João Amoedo: 0 antes, 3 depois
Fernando Haddad: 0 antes, e 2 depois
Marina Silva: 0 antes, e 5 depois
Henrique Meirelles: 0 antes, e 2 depois
Cabo Daciolo: 0 antes, 0 depois

Torabit na Social Media Week

O Torabit é um dos patrocinadores da Social Media Week deste ano, o maior evento de comunicação digital da América Latina.

Além do apoio, também haverá um painel com o pessoal do Comunica Que Muda da agência nova/sb:

Aborto, suicídio e maconha não são tabus nas redes sociais

Nada é polêmico demais para ser discutido nas redes!

Vem entender como anda a cabeça do brasileiro em relação a alguns temas polêmicos e como o monitoramento das redes pode ajudar a gerar uma mudança positiva na sociedade.

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Inscreva-se aqui: http://bit.ly/torabitnasmwsp

 

 

Contra notícias falsas nas eleições 2018

São Paulo, 6 de agosto de 2018.

Do site do Projeto Comprova

Hoje, 6 de agosto, entra em operação o projeto Comprova. Nas próximas 12 semanas, dezenas de jornalistas de 24 veículos de mídia vão trabalhar em conjunto para combater as ondas de desinformação nas redes sociais durante a campanha eleitoral. Trata-se da maior iniciativa de colaboração entre empresas concorrentes da história da imprensa brasileira. E você também pode ajudar nesse desafio.

A coalizão do Comprova vai monitorar as redes em busca de conteúdo enganoso relacionado às eleições, e agir para desmentir boatos sempre que tiverem caráter viral ou o potencial de desinformar um grande número de eleitores. Por meio de um número de WhatsApp (11 97795-0022), o público poderá encaminhar às equipes de checagem textos, áudios, fotos e vídeos suspeitos.

Se for constatada falsidade, os desmentidos serão respondidos pelo próprio WhatsApp, além de publicados aqui no projetocomprova.com.br e nos sites dos integrantes da coalizão. As checagens sempre serão feitas em conjunto: para que algo seja divulgado, será necessário ter o aval de pelo menos três veículos distintos. O material terá licença Creative Commons, ou seja, poderá ser republicado livremente, desde que haja atribuição ao Comprova e o conteúdo não seja alterado.

Os interessados devem salvar o número (11) 97795-0022 na lista de contatos de seu celular e então enviar uma mensagem com o pedido de checagem.

A participação do público não se limitará ao envio de conteúdo para checagem. Os interessados serão encorajados a compartilhar a informação checada com seus contatos de WhatsApp e também nas redes sociais.

Este texto de boas vindas será o único conteúdo do site até que tenhamos mais material para publicar.

O Comprova não é apenas um projeto jornalístico. Um de seus objetivos é ajudar o público em geral a detectar as evidências que indicam a adulteração de um conteúdo com objetivo de enganar.

A metodologia de checagem foi desenvolvida pelo First Draft, um projeto do Centro Shorenstein da Harvard Kennedy School. A convite do First Draft, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) coordena a coalizão de 24 veículos.

As organizações de mídia envolvidas no Comprova são: AFP, Band News, Band TV, Canal Futura, Correio do Povo, Exame, Folha de S.Paulo, GaúchaZH, Gazeta Online, Gazeta do Povo, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, O Estado de S.Paulo, O Povo, Poder360, Rádio Band News FM, Rádio Bandeirantes, Revista Piauí, SBT, UOL e Veja. O Comprova conta com o apoio do Projor, entidade que trabalha para fortalecer o jornalismo no Brasil.

A Google News Initiative e o Projeto de Jornalismo do Facebook ajudaram a financiar o projeto, e ambas as empresas estão fornecendo suporte técnico e treinamento para as equipes envolvidas.

Parceiros Institucionais incluem a Abraji, a ANJ (Associação Nacional de Jornais no Brasil), o escritório do Centro David Rockefeller para Estudos Latino-Americanos da Universidade de Harvard, o Projor, a agência Aos Fatos e a RBMDF Advogados.

Os parceiros de tecnologia incluem CrowdTangle, NewsWhip, Torabit, Twitter e WhatsApp.

Copa 2018 nas redes sociais

No esquenta para as oitavas de final da Copa, o Torabit deu um giro pelas redes sociais e analisou 5,5 milhões de menções desde o dia da abertura em Moscou.

Na escalação das redes, os onze mais falados são:

1 Neymar, 2 Canarinho, 3 Messi, 4 Cristiano Ronaldo, 5 Philipe Coutinho, 6 Tite, 7 Galvão, 8 Firmino, 9 Marcelo, 10 Guerrero e 11 Gabriel Jesus.

Rio, São Paulo e Minas são os estados mais engajados com a Copa nas redes.

No quesito gênero, a proporção da população brasileira se inverte: 49% de Mulheres x 51 % de Homens.

O dia em que mais se falou nas redes sobre a Copa até agora foi o da abertura, dia 14 de junho.

Entre 11h e 16h estão os picos de menções sobre o torneio.

Nuvem de termos em volta da Copa

Segundo dia de Copa e a gente tá como?

Qual o ranking dos mais citados nas menções sobre a Copa do Mundo nas redes sociais? O Torabit sabe.

Analisadas 1,8 milhão de menções nas redes Twitter, Facebook, Instagram, YouTube, blogs e Google Plus, foi possível elaborar o ranking.

Entre este total de posts publicados de segunda-feira até sexta-feira, no fim do jogo Portugal x Espanha, a cantora colombiana Shakira, responsável pelo tema musical oficial da Copa de 2010, Waka Waka, foi a mais comentada.

O tema oficial deste ano (Live it Up, composto pelo DJ Diplo e cantado por um grupo que inclui o ator Will Simth) ainda não caiu no gosto dos torcedores.

Eis o ranking dos dez mais citados:

 

Como o jornalismo pode lidar com a avalanche de boatos e notícias fraudulentas na rede?

Em tempo de fake news, nada melhor do que dados!

O novo episódio da websérie “Cartas na Mesa”, produção conjunta entre o Observatório da Imprensa e o Curso de Jornalismo da ESPM, traz uma conversa franca entre Caio Túlio Costa e Ricardo Gandour. O tema é a desinformação. Como o jornalismo pode lidar com a avalanche de boatos e notícias fraudulentas na rede? Veja, agora, as respostas para essas e outras perguntas no terceiro episódio da websérie “Cartas na Mesa” – com Caio Túlio Costa e Ricardo Gandour.

A maconha é pop

Mais um estudo realizado pelo pessoal do Comunica Que Muda, iniciativa digital da agência de publicidade nova/sb. O estudo foi feito por meio do Torabit.

Do: http://www.comunicaquemuda.com.br/a-maconha-e-pop/

Publicado em 25/05/2018:

A maconha é pop

Estudo realizado pelo Comunica Que Muda (CQM), iniciativa digital da agência de publicidade nova/sb, mostra que na internet a maconha é popular, defendida mais pelas mulheres (73,8%) e o assunto “pega fogo” no Rio de Janeiro (34%), seguido por São Paulo (18,5%). Entre os dias 12 de março e 8 de abril foram analisadas 555.280 menções nas rede.

Desses comentários, 72% são favoráveis, 14% contra e 14% neutros. O tema é compartilhado por 59,6%, embora poucas pessoas comentem sobre suas próprias experiências. Dos que falam sobre maconha nas redes, mais de ¼ assumem publicamente que usam a erva de forma recreativa (28,1%). As mulheres escrevem mais o tema do que os homens: 56% contra 44%. Entre elas, 73,8% são a favor. Já entre eles são favoráveis 63,9%.

Apesar da grande discussão nas redes, a cannabis ainda é tratada de forma superficial. Existe pouca discussão sobre guerra às drogas, descriminalização e uso medicinal. Do total de menções sobre a erva, apenas 4,5% falam da batalha contra entorpecentes. Desses, 65% são contrários à forma como se combate às drogas, 29% são a favor e 6% neutros. Com relação à legalização, 84,6% são a favor, 14% contrários e 4,1% neutros

Nas postagens, 98,6% comentam sobre o uso recreativo e somente 1,4% sobre a utilização medicinal. Desses, 91,7% apóiam a maconha medicinal, 8,3% são neutros e ninguém é contrário.


Veja aqui o estudo completo.

 

Diminui o apoio à greve nas redes sociais

 

O fim de semana serviu para mudar um pouco os ânimos dos usuários de internet com a greve de caminhoneiros.

Medição do Torabit que analisou 361.807 posts entre as 12h de sexta-feira (25/5) e as 10h desta segunda- feira (28/5) mostra que o apoio explícito caiu de 53,54% (na primeira medição) para 34,5% agora.

Da mesma forma, o percentual de posts com comentários positivos também caiu, de 52,2% para 45%. Muitos comentários aprovam a greve, mas tratam negativamente de seus efeitos.

A quantidade de comentários negativos também cresceu, de 10% para 19%, ganhando nove pontos percentuais.

Os comentários neutros agora formam 39% do total, bem perto dos quase 38% apurados na quinta e na sexta-feira passadas.

Aumentou também a quantidade de posts com piadas ou reproduções delas: 34,5% agora, contra 27,5% apurados na semana anterior.

Há outros dados importantes nesta apuração do fim de semana sobre o movimento: notícias formam 24,1% do total de posts analisados, o não- apoio explícito à greve soma 6,7%, problemas do cotidiano são 4,4%, e as menções ao custo da greve atingem significativos 4,2% do total dos posts.

Diminuiu a quantidade de mulheres que comentam o assunto: 51% de mulheres agora, contra 55,5% na semana passada. Quanto aos homens, agora são 49%, contra 44,5%.

Excetuando-se os perfis de veículos de mídia no Twitter, o TOP 5 de autores com maior alcance falando sobre o tema “greve dos caminhoneiros” foram: o humorista @DaniloGentili com comentário político sobre o tema, o escritor @paulocoelho falando sobre a greve que afeta a reposição de seu livro novo e os youtubers @whindersson e @felipeneto e o perfil @frasesdebebada com posts bem humorados.

O Torabit mediu as reações na seguintes redes: Twitter, Instagram, YouTube, GooglePlus, páginas abertas do Facebook e em blogs e sites da internet.

No período, “greve dos caminhoneiros” esteve 46 vezes entre os assuntos mais procurados no Google Brasil. As pessoas buscavam: “greve dos caminhoneiros notícias atualizadas”; “greve dos caminhoneiros 2018”; “Acabou a greve dos caminhoneiros”; “fim da greve dos caminhoneiros” ou “somos todos caminhoneiros”.

No IVC (Instituto Verificador de Comunicação), órgão que audita a audiência dos veículos noticiosos, a palavra “caminhoneiros” foi a notícia mais clicada na sexta, no sábado e no domingo.

No Twitter, o tema entrou nos assuntos mais falados (Trend Topics) 199 vezes, dividido em #euapoioagrevedoscaminhoneiros e #grevedoscaminhoneiros.

Confira algumas piadas que mais apareceram no fim de semana nas redes:

A greve dos caminhoneiros não afeta o SUS. Continua normal, sem medicamentos e sem médicos.

Greve dos caminhoneiros o oxigênio chegou. Mas os remédios faz mais de 6 meses que não chegam.

“1 bilhão de aves poderão morrer nos próximos dias.” Sim, se não tivesse greve dos caminhoneiros elas iriam pra um spa.

Os caminhoneiros estão de greve, mas a zaga do Vasco tá entregando normalmente.

Mais uma exigência na greve dos caminhoneiros: “Make Temer fucking a pig” (referência à série Black Mirror).

Primeiro nosso ouro, agora nossas ideias: Caminhoneiros de Portugal ameaçam fazer greve.

Uma coisa q eu percebi é que a greve dos caminhoneiros não impactou em nada o serviço dos Correios. Eu continuo sem receber minhas encomendas como sempre.

Greve tem apoio da maioria nas redes sociais

52,2% das menções sobre a greve dos caminhoneiros são positivas em relação ao movimento. Em relação ao restante, 37,8% são neutras e apenas 10% são negativas.

O Torabit analisou 133.284 menções nas redes sociais sobre o tema da greve entre 24 e 25 de maio.

Aprofundando a análise, vê-se que 53.4% são de apoio explícito; 27.2% são piadas, 8.4% são notícias, 6.5% contam casos do cotidiano e 4.5% são totalmente contrárias à greve.

Rio (com 27,1%) é o estado no qual mais se fala da greve nas redes. São Paulo (19,6%) fica em segundo, Minas em terceiro (10,1%), Rio Grande do Sul em quarto (5,4%) e Paraná em quinto com 5,3%.

As mulheres falam mais: formam 55,5% do público enquanto que os homens formam 44,5%. Neste mesmo período, das pessoas que falam sobre eleições nas redes sociais, 65,5% são homens e 34,5% são mulheres.

No período analisado, as hashtags #grevedoscaminhoneiros ou #euapoioagravedoscaminhoreiros figuraram 406 vezes nos assuntos mais comentados do Twitter (trending topics) computados trending das capitais do Brasil, do Brasil como um todo e todo o mundo. A segunda hashtag chegou a ficar em segundo lugar entre os trendings mundiais.

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