Menções constantes favorecem Bolsonaro

Monitoramento Torabit para o Jornal da Cultura 16/05/20

Analisadas exatas 17.456.326 menções sobre Jair Bolsonaro e Sérgio Moro nas principais redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram e YouTube) entre o dia da renúncia de Moro (24 de abril) e o dia 14 de maio, fica evidente a presença constante da militância pró-Bolsonaro e a falta de militância em torno de ex-ministro nas redes.

Esta realidade se evidencia desde os dois primeiros dias analisados, 24 e 25 de abril, o dia da saída do Ministério e o dia posterior, quando as menções sobre Moro atingiram picos maiores do que as menções em torno de Bolsonaro. Moro soma 1,6 milhão de posts contra 1,1 milhão a respeito de Bolsonaro.

Nos dias seguintes, no entanto, Bolsonaro manteve seu desempenho tradicional e continua com sua constância, uma média de meio milhão de menções por dia, enquanto Moro registra média de 250 mil menções por dia, a metade de Bolsonaro. Mas as menções a Moro estão em ritmo de queda. Ele começou o período com 733 mil

menções no dia 24 de abril e chegou a 162 mil em 14 de maio. Enquanto isso, a curva de Bolsonaro mantém-se estável.

A militância em torno de Bolsonaro é a responsável pelos picos de sentimento
negativo, e por consequência pico de menções, em torno do nome de Sergio Moro. É possível verificar a ação organizada nos dias de maior sentimento negativo em torno do ex-ministro.

Sobre as ações da militância, registre-se, por exemplo, que em 2 de maio, a militância bolsonarista em peso chamou Moro de “traidor da pátria”, “Judas”, “Traíra” ou “X9”. Ou no dia 5 de maio, quando houve ação orquestrada com a hashtag #desMOROnou.

O dia 25 de abril, um dia após a renúncia de Moro, exibiu o pico de menções negativas para Bolsonaro. Evento semelhante ocorreu em 28 e 29 de abril em repercussão das falas “E daí?” e “Sou Messias, mas não faço milagres” — ambas em referência às mortes no Brasil em decorrência da pandemia.

Nas críticas ao ex-ministro da Justiça, destacam-se, além das ações orquestradas pelos defensores do governo, o fato de seu advogado de defesa ser o mesmo que atuou em favor da Construtora Odebrecht (4 de maio) e o indiciamento pela Polícia

Federal do deputado federal Aécio Neves (PSDB) após a saída de Moro do ministério e o afastamento do delegado Maurício Valeixo da direção geral da PF I(8 de maio).

Mesmo contando com a militância bolsonarista, o presidente da República consegue uma taxa média de menções negativas idêntica à de Moro: ambos com 33% de negatividade. Nas menções positivas fica evidente o fator militância: Bolsonaro soma 26%, na média, contra 21% de Moro. Nas postagens neutras, que reproduzem notícias e não trazem juízo de valor, 41% referiam-se a Bolsonaro e 46% a Moro.

Outro dado de importância considerável é que Sérgio Moro ganha relevância em quantidade de menções nas redes quando há acontecimento midiático grande em relação a ele, como a sua coletiva de saída do Ministério.

Batalha de hashtags

Moro entrou 657 vezes nos assuntos mais comentados (Trend Topics) do Twitter: apenas com o nome Moro: 334 vezes

Moro de Judas: 12 vezes

#MoroX9traidor: 93 vezes

#Morotraidordapatria: 2 vezes

#morotraidor: 25 vezes

#inmorowetrust: 11 vezes

#desMOROnou: 180 vezes

Bolsonaro

Bolsonaro entrou nos trend topics, nesse período, 2.619 vezes, quase quatro vezes mais do que Moro.


As hashtags se distribuíram assim:

#6crimesdoBolsonaro: 63 vezes;

#acaboubolsonarovaza: 73 vezes;

#bolsomnarovcculpado: 23 vezes;

#Bolsonarogenocida: 1 vez;

#Bolsonaroheroi: 187 vezes;

#Bolsonaromoveis: 39 vezes;

#Bolsonaomarmitadocentrão: 61 vezes;

#Bolsonarosdv: 13 vezes;

#Bolsonarovendido: 49 vezes;

#Cadeagravaçãobolsonaro: 66 vezes;

#Churrasco10kdobolsonaro: 25 vezes;

#DireitacomBolsonaro: 226 vezes;

#Direitaraizébolsonaro: 308 vezes;

#Euapoioabolsonaro: 89 vezes;

#Fechadocombolsonaro: 213 vezes;

#Fechadocombolsonaroate2026: 6 vezes;

#Forabolsonaro: 232 vezes;

#Forabolsonarourgente: 4 vezes;

#Mostraafaturabolsonaro: 70 vezes;

#NatrincheiracomBolsonaro: 215 vezes;

#Orepelobolsonaro/ #oreporbolsonaro: 196 vezes;

#Pagabolsonaro: 56 vezes

#QuemmandoumatarBolsonaro: 180 vezes;

#Todosporbolsonao: 224 vezes.

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Chegou abril: status do coronavírus nas redes sociais do Brasil

O Torabit acompanha o tema coronavírus nas redes sociais desde o primeiro caso confirmado no Brasil, em 26 de fevereiro. Até hoje, foram 15,5 milhões de menções analisadas, sem dúvida o assunto mais comentado nas redes em português desde o início das redes sociais.

Evolução de menções nas redes

A explosão e a continuidade do alto número de menções nas redes sociais brasileiras sobre coronavírus se deu a partir do dia 12 de março, dia da divulgação de que o secretário da Comunicação do Planalto, Fabio Wajngarten, estava infectado. No mesmo dia, a especulação de que o presidente Jair Bolsonaro também estivesse com coronavírus, já que esteve junto a Wajngarten em viagem aos EUA, foi o estopim para que o tema se mantivesse entre os assuntos mais comentados na internet até hoje.

SP (35%), RJ(33%), MG(125), RS(7%), PR(7%), PE(6%), DF(6%), BA, CE(5%) e SC(5%) são os dez estados com mais postagens sobre o tema.

Homens foram responsáveis por 54.5% das menções e mulheres por 45.5%.

Política, Saúde e  Economia são os grandes guarda-chuvas de assuntos mais falados em torno do novo coronavírus. 

Quando se fala de Política, o assunto Tratamento aparece em primeiro lugar, são os usuários discutindo as ações do governo envoltas do tema, seguido por assuntos relacionados ao Mercado de Trabalho, Prevenção e Sintomas da Doença.

Em Saúde, as menções sobre Tratamento aparecem mais, seguidas por menções sobre Sintomas, Prevenção, Mercado de Trabalho e a quantidade de casos.

No guarda-chuva Economia, o tema Mercado de Trabalho vem em primeiro lugar, depois Sintomas, são menções que discutem, por exemplo, ir trabalhar com algum sintoma de gripe, pegar gripe no trabalho e etc. Depois quantidade  de casos, Tratamento e Prevenção.

Nas redes, notícias em primeiro lugar

Os usuários das redes têm, em sua maioria, compartilhado notícias sem juízo de valor em suas postagens. Eles fazem com que as informações dos veículos de imprensa ganhem capilaridade entre os internautas.

A quantidade das menções neutras (53% na média diária) evidencia o quanto as notícias, em geral de fontes críveis como as da imprensa tradicional – seja TV, rádio, jornal ou revista – sejam compartilhadas de forma exaustiva.

As menções positivas formaram uma média de 27%. Em todo caso, há picos de menções positivas, como o de ontem, 31 de março, dia de fala do presidente em cadeia nacional. Essa fala fez com que as menções positivas sobre coronavírus nas redes chegassem a 35.5%. 

Em grande parte, as menções positivas e negativas sobre o tema estão ligadas à política. Ou seja, estão na área das menções negativas aquelas que são contra o tratamento técnico e científico do problema (que incluíram as manifestações do presidente Bolsonaro e de seus  seguidores quando falam contra as orientações do próprio governo ou da OMS). Em contraponto, foram alocadas na área positiva as manifestações a favor da técnica e da ciência no combate ao vírus.

Fake news na infodemia 

Dentro da média dos 20% de menções negativas diárias, encontram-se também as notícias falsas. O tempo ocioso e a monotemática ronda todo mundo, fazendo com que os usuários busquem, compartilhem e produzam obsessivamente conteúdo sobre o tema coronavírus. Nesse mar de menções, as fake news crescem diariamente. 

Abaixo, separamos as principais fake news espalhadas nas redes no período:

Fake News – Política: 

  • Beneficiários do Bolsa Família vão ganhar R$ 470 para comprar produtos de limpeza e máscaras contra o coronavírus.
  • Aplicativo do Ministério da Saúde quebra segurança de dados/privacidade.
  • Lei do governo federal proíbe sair de casa por mais de um mês e prevê multa ou prisão por descumprimento.
  • Áudio de assessor do governo do Ceará pede que TV faça oposição a Bolsonaro.
  • Link para cadastramento para receber auxílio emergencial do governo/coronavoucher/coronavaucher.
  • Liberado saque do fundo previdenciário.

Fake News – Países/xenofobia:

  • Tribunal chinês manda matar 20 mil pacientes com coronavírus.
  • Cuba tem enviado vacina contra o coronavírus para a China.
  • Presidente chinês diz que pandemia é início de nova era do socialismo.
  • Bill Gates ou a CIA obtiveram a patente do coronavírus em 2015
  • Pesquisa de cientistas chineses revela que maioria dos pacientes que contraíram a covid-19 ou foram contaminados com novo coronavírus ficarão inférteis.
  • Produtos importados da China podem conter coronavírus.
  • Plástico bolha usado em embalagens de produtos chineses contamina ou propaga vírus.
  • Reportagem de TV italiana mostra vírus criado em laboratório chinês.
  • Governo russo soltou leões nas ruas para amedrontar a população e as pessoas ficarem em casa.

Fake News – Saúde: 

  • Paciente com coronavírus curada em 48h com medicamentos de AIDS.
  • Prevenção: Utilizar álcool em gel nas mãos para prevenir coronavírus altera bafômetro nas blitz.
  • Segurar a respiração por mais de 10 segundos evita fibrose nos  pulmões.
  • Ingestão de alimentos alcalinos combate coronavírus.
  • Água ou chá quente mata o coronavírus.
  • Beber água quente para matar o coronavírus.
  • Óleo consagrado para curar coronavírus.
  • Receita com coco que cura coronavírus.
  • Vitamina C cura coronavírus.
  • Auto-hemoterapia cura covid-19.
  • Ozonioterapia cura covid-19.

Fake News – Economia:

  • Atacadão doará cestas básicas durante a pandemia.
  • Luciano Hang, Roberto Justus e Eduardo Costa doaram 90 respiradores e R$ 4 milhões para o SUS.
  • Vídeo que mostra descarte de alimentos de caminhões bloqueados no Ceagesp.
  • Uber vai suspender operações no Brasil.
  • Petrobras anuncia fechamento de refinarias.
  • Propaganda de acesso grátis ao Netflix durante a pandemia.
  • Anatel liberou 7G à toda a população.
  • Carrefour doa cestas básicas durante a pandemia.

Fake News – Piada/Meme: 

  • Nostradamus fez profecia do novo coronavírus em livro de 1555
  • “Os Simpsons” previram o coronavírus.
  • Trechos do livro “The eyes of Darkness”, de Dean Koontz, de 1981, teriam previsto a pandemia.
  • Maconha torna pessoa imune ao coronavírus.
  • Cartório registra primeira criança com nome ‘Alquingel’.

Fake News – Sociedade

  • Borracheiro morto por estouro de pneu teve morte atribuída à covid-19
  • Áudio que diz que Hospital Albert Einstein tem 700 internados com coronavírus e Sírio, o dobro disso.
  • Homem em São Paulo salta de viaduto por causa da quarentena.
  • Vídeo que mostra saques a supermercados e lojas em São Vicente
  • Morte de traficante notificada como covid-19.

Batalha de hashtags

Excetuando as hashtags #coronavírus, #coronavirus, #covid-19 e suas derivadas, abaixo as 30 hashtags mais usadas nas redes no período:

#viruschines, #bbb20, #foraprior, #g1, #fiqueemcasa, #desculpejairmaseuvoudia15, #forabolsonaro, #china, #naquarentenaeu, #bolsonarogenocida, #bolsonarotemrazão, #ficaemcasacaralho, #pagalogobolsonaro, #euapoiobolsonaro, #pandemia, #bts, #redebbb, #jairnaocainemapau, #ficaemcasa, #boratrabalhar, #dia15nasruas #forapyong, #quarentena, #rezemosjuntos, #globonews, #aplausosnajanela, #brasiltempararbolsonaro, #bolsonaroinfectado, #cloroquina, #bolsonaroacabou

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Coronavirus diminui apoio a Bolsonaro nas redes sociais

Monitoramento Torabit para o Jornal da Cultura 18/03/20

O Torabit, plataforma de monitoramento digital, capturou e analisou 4.1 milhões de menções no período de 6 de fevereiro a 17 de março sobre o universo em torno de Bolsonaro nas redes sociais. Ou seja, este período é formado pelos 20 dias antes do anúncio do primeiro paciente com coronavírus no País e os 20 dias posteriores. 

Foram analisadas menções do Twitter, do Facebook, do YouTube, do Instagram e em blogs e sites abertos na internet.

No primeiro período, de 6 a 26 de fevereiro, as menções sobre o Jair Bolsonaro nas redes se dividiam da seguinte forma: 27% positivas, de apoio ao Presidente; 30% negativas, contra o seu governo, e 43% neutras, formadas por compartilhamento de notícias sem juízo de valor. 

Nos 20 dias após a confirmação do primeiro caso de Coronavírus no País, as menções positivas para Bolsonaro caíram para 21%. As negativas subiram para 41%. E as neutras caíram para 38%, já que as notícias sobre o presidente passaram a ser compartilhadas com comentários negativos feitos pelos usuários.

Localidade e gênero

No primeiro período, homens foram responsáveis por 66% das postagens. No segundo, 62% das postagens vieram do gênero masculino.

As capitais com mais casos confirmados de coronavírus também foram, respectivamente, responsáveis pela maioria das menções nas redes. SP com 27% no primeiro período e 25% no segundo e Rio com 18% no primeiro e 20% no segundo.

Termos mais falados em torno de Bolsonaro

Termos como “folha”,” imprensa”, “congresso”, “PT, governo eram mais visíveis no primeiro período. Já “impeachment”, “panelaço”, além do grande destaque para “coronavírus”, aparecem no segundo.

Análise de hashtags

Também foi analisado se o presidente ganhou ou perdeu força nos assuntos mais comentados no Twitter, os Trending Topics. 

A conclusão é a de que as hashtags a favor do presidente perdem a primazia para as hashtags contrárias nos Trendings Topics Brasil e esmorecem quando se soma a presença em todos os Estados mais o Distrito Federal. 

Explicando:

As hashtags a favor e contra o presidente apareceram quase três mil vezes entre os dez primeiros lugares nos Trending Topics tanto do Brasil quanto dos diferentes Estados e distrito federal.

Favorabilidade a Bolsonaro se inverte nos Trending Topics Brasil

No primeiro período, as hashtags favoráveis ao presidente somaram a grande maioria no quesito Trending Topic Brasil: 76% a favor e 24% contra. No segundo período, imediatamente depois do anúncio do primeiro caso de coronavírus no País, a situação se inverteu nos Trending Topics Brasil: 53% de hashtags contra e 47% a favor de Bolsonaro.

As hashtags aparecem nos Trending Topics em função da aceleração que adquirem na produção de tuítes e no compartilhamento dos mesmas. Vão para os Trending Topics Brasil as que ganham mais frequência seja onde estiverem.

Principais hashtags a favor de Bolsonaro no período:

6 a 26 de fevereiro 

#SomosTodosBolsonaro

#EuApoioBolsonaro

27 de fevereiro a 17 de março

#EuApoioBolsonaro

Bolsonaro 38

Decreto de Bolsonaro

#MulheresComBolsonaro

#BolsonaroDay

#BolsonaroAte2026

Principais hashtags contra Bolsonaro

6 a 26 de fevereiro

#Fora Bolsonaro

#ImpeachmentDeBolsonaro

#CarnavalDoForaBolsonaro

27 de fevereiro a 17 de março

#BolsonaroMentiroso

#BolsonaroCorno

#BolsonaroChifrudo

#BolsonaroInfectado

Ex-ministro de Bolsonaro

#ForaBolsonaro

#ImpeachmentdoBolsonaroURGENTE

#Bolsonaroacabou

#BolsonaroNaoEmaisPresidente

#AcabouBolsonaro

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Cockpit Coronavírus

Tá todo mundo falando, a gente tá escutando e, como informação boa é informação compartilhada, o Torabit disponibiliza para TODOS um Cockpit em tempo real do que se fala sobre Coronavírus nas redes sociais.

A visualização fica melhor no computador ou em uma tv. 😉
http://bit.ly/coronavirusnasredes

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Saúde vale mais que dinheiro

Desde o primeiro caso confirmado do Covid-19 no Brasil, no dia 25 de fevereiro, a plataforma de monitoramento digital Torabit ativou o acompanhamento do tema nas redes sociais. Até as 11h do dia 13 de março foram analisadas quase dois milhões de menções sobre o que os brasileiros falaram sobre o novo coronavírus.

Entre os assuntos relacionados à doença, os temas ligados à saúde (prevenção, sintomas, tratamento e vacina) somam 41% do interesse dos usuários e aqueles ligados à economia totalizam 16%. 

As citações sobre o tema tiveram seu pico na quinta-feira, dia 12 de março. A movimentação foi decorrente da repercussão da notícia de que o secretário de comunicação do governo federal, Fábio Wajngarten, havia sido contaminado (teste e contraprova deram positivos) e de sua consequência direta – tanto o presidente Jair Bolsonaro como seu anfitrião nos EUA, Donald Trump, poderiam ser vítimas do coronavírus em razão da proximidade mantida com Wajngarten durante os eventos oficiais (e, no caso de Bolsonaro, por ter viajado todo o tempo ao seu lado).

Além disso, outras notícias, como a repercussão da declaração de pandemia pela OMS, e o cancelamento de diversos eventos, também explicam o pico de menções na quinta-feira.

Os internautas do estado do Rio de Janeiro foram os que mais abordaram o assunto, com 26% das menções (o segundo estado com mais casos confirmados). Os paulistas vem na sequência com  21,6% de citações, seguidos de mineiros (8%), internautas do DF e do Paraná (com 4,7%, cada). Com volume significativo de menções ao Covid-19, há ainda RS (4,2%), PE (3,7%), SC (3,6%), BA (2,9%), ES (2,8%). Todas as demais unidades da Federação totalizaram  17,8% dos comentários sobre a nova ameaça à saúde pública.

As mulheres foram responsáveis por 52% das menções nas redes até o encerramento deste monitoramento.

As hashtags ligadas ao tema estão entre os assuntos mais falados no Twitter desde o dia 25 de fevereiro, aparecendo um total de 493 nos seus Trends Topics, sendo 129 vezes na primeira colocação. Entre os principais assuntos do Brasil, o tema apareceu 122 vezes. No mundo, foram 143 vezes. 

Positivo, negativo e neutro

De maneira geral, os internautas têm demonstrado um bom nível de informação sobre o coronavírus. Dois terços (66%) das abordagens sobre o assunto foram neutras e indicam o compartilhamento de notícias e informações acerca do coronavírus, sem juízo de valor. As citações positivas, que buscam a conscientização sobre o risco e os cuidados sobre o coronavírus, totalizaram 18%.  

Foi baixo o nível de menções consideradas negativas nas redes (15% do total). Esses posts, em geral, foram compostos de piadas, reclamações decorrentes do cancelamento de eventos ou de possíveis medidas de restrições, além de informações falsas. 

O que as pessoas estão buscando na internet sobre o vírus?

As buscas no Google Trends Brasil sobre o Covid-19 referem-se, principalmente, aos sintomas e ao número de casos no Brasil e na Itália. 

Ainda ganharam destaque pesquisas sobre celebridades contaminadas com o vírus, o termo “vacina” seguido por “resultado dos exames do presidente Bolsonaro”. Não faltaram buscas relacionadas a Cuba, Donald Trump e Itália. 

Assuntos mais falados nas redes

Prevenção

As menções sobre prevenção trataram de hábitos básicos de higiene, como lavar as mãos e também sobre a correria para adquirir álcool em gel nas cidades.

A campanha das redes ‘Ninguém Solta a Mão de Ninguém’ ganhou a versão, em forma de piada: ‘Ninguém Segura a Mão de Ninguém’.

Sintomas/tratamentos

As menções relacionadas aos sintomas do coronavírus com informações sobre como o vírus se manifesta nos infectados e os posts a respeito do tratamento da doença (desde os casos mais simples até os mais graves, que necessitam de internação)  somaram 9% cada um. 

Vacina/fake news

Uma notícia fake, sobre vacina desenvolvida em Cuba para o Covid-19, fez com que políticos e influenciadores digitais compartilhassem conteúdos a respeito. Usuários também usarem a fake news para produzir piadas políticas com a frase “Vai para Cuba”.

Educação

As citações trataram principalmente do fechamento de escolas e de universidades pelo mundo. Os internautas compartilharam notícias do exterior para comentar a necessidade de medidas preventivas semelhantes serem adotadas no Brasil. 

Eventos

O cancelamento de eventos como Lollapalooza, Coachella e turnês de diversos artistas repercutiu nas redes sociais. Destaque também para a fala do governador de São Paulo, João Dória, que disse não ser necessário cancelar eventos.

Mercado Financeiro

O impacto da pandemia na economia mundial recebeu atenção dos internautas – alta do dólar foi tratada em  6% do total de menções. Já a queda da Bolsa de Valores somou pouco mais de 4 mil comentários (0,2% do total).

Fake news

A desinformação compartilhada ficou para citações como  o vírus não teria nenhuma gravidade e teorias da conspiração, como armas biológicas. 

Quem está influenciando a conversa nas redes?

A conversa sobre coronavírus na rede está altamente difundida e muito difusa, sem um pequeno grupo de perfis que se destaque como “os” influenciadores acerca do tema. É o que mostra o grafo de conexões abaixo, em que cada ponto representa uma perfil que postou algo no período, e os traços mostram as interações entre estes perfis. Como é possível observar, não há grandes focos com concentração de interações no período analisado. 

Ainda assim, é possível identificar alguns perfis que tem potencial a se tornarem grandes destaques:  veículos de mídia (Estadão, G1, Folha e Uol Notícias), perfis oficiais como o do Ministério da Saúde (@minsaude), do presidente Jair Bolsonaro (@jairbolsonaro) e do ministro Henrique Mendetta (@ihmendetta), o influenciador Felipe Castanhari (@fecastanhari) e o de Guilherme Boulos (@guilhermeboulos). 

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Dia Internacional da Mulher nas redes

Dia da mulher nas redes se divide entre convocação para manifestações, presentes e política

O dia internacional mulher se aproxima e a plataforma de monitoramento digital Torabit foi verificar o que estão falando sobre o 8 de março nas redes.

Primeira constatação: elas estão em maioria absoluta nos comentários e somam 73% das menções sobre o 8 de Março.

Um dado que já não parece tão óbvio é o de que, embora em sua maioria o sentimento sobre o tema nas redes seja de positividade, 4% das menções sobre a data são negativas. Há menções sobre o dia da mulher ter virado “dia da hipocrisia” ou “ser de esquerda” ou  “comunista”.

O Estado com mais menções sobre o tema é o do Rio de Janeiro, com 24%, seguido por São Paulo com 19% e Minas Gerais com 9%.

A maior parte das menções sobre o tema, 40%, dá conta de convocações para manifestações pelo Brasil previstas para o dia 8 de março com reivindicações sobre direitos das mulheres e contra o machismo e a misoginia. As manifestações se misturam com política também, o tema foi recorrente em 16% das menções dentro do universo do dia da mulher, principalmente com citações contra o presidente Jair Bolsonaro com hashtags tais como #elenão; #forabolsonaro; #elenãopodecontinuar; #bolsonaromentiroso.

Falando em política, 45 dos 513 deputados federais também usaram as redes para falar sobre o dia 8 de março. Destes, 33 convocaram seus seguidores para as manifestações. Dentre os 81 senadores, somente cinco falaram em suas redes sobre o dia da mulher, apenas três falaram sobre as manifestações. No Poder Executivo, apenas o perfil do ministério da saúde postou sobre o tema com conteúdo sobre a saúde da mulher.

O programa Big Brother foi citado em muitas menções pelo fato de o participante elimidado Guilherme fazer aniversário no Dia das Mulheres e ter seu nome ligado à discussão sobre relacionamento abusivo nas redes (referências ao namoro dele dentro na casa do BBB). Isso levou a hashtag #bbb20 ao ranking das mais publicadas.

As cientistas brasileiras Ester Cerdeira Sabino e Jaqueline Goes de Jesus, que fizeram o sequenciamento do genoma do coronavírus, foram citadas em muitas menções como exemplos de mulheres. A hashtag #mulheresnaciencia figurou entre as mais postadas.

16% das menções falam sobre presentes para o dia 8. Desses, 4% são de mulheres que não acham que o dia é para se ganhar algo material. No entanto, 65% desejam ser presenteadas e 31% tratam de campanhas e sorteios.

A violência contra a mulher foi citada em 6% dos posts, muitos deles lembram o assassinato da vereadora Marielle Franco, que completa em março dois anos. Sobre o assassinato da vereadora e de seu motorista, menções com a hashtag #14M estiveram entre as mais citadas convocando as pessoas para uma manifestação no dia 14 próximo.

Ainda sobre manifestações, a hashtag #18M também apareceu entre as mais citadas. As menções com #18M convocam para manifestações no dia 18 de março em favor da educação.

Para chegar a estes dados, a plataforma de monitoramento digital Torabit analisou uma amostra de 120 mil postagens nas principais redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e YouTube), num período de 12 dias, sobre o que os internautas estão falando a respeito do Dia das Mulheres 2020.

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Serpentina nas redes

Alô, alô, marcas, jornalistas, creators, influencers e curiosos… Aí vai um resumão do Carnaval nas redes – até agora – analisado com a ajuda do Torabit. Foram nada menos do que 1.383.255 menções. Prepararem seus conteúdos, suas fantasias e o que mais der na telha. 😉

Os ansiosos pelo carnaval representam 58% das menções, já os que preferem viajar ou aproveitar o feriado para colocar as séries em dia ficaram com 42%, (oi, oi Netflix).

#GoldenHour

Se for postar, o melhor horário para programar as publicações e conversar com os entusiastas é entre as 19h e as 22h. 

Eu quero é botar meu bloco

na rua…

As menções sobre desejo de participar dos blocos de rua representam a maior parcela do conteúdo publicado.  

Hit

A música “Predadora” da Mc Loma é a aposta do carnaval entre os usuários. Destaque também para “Verdinha” da Ludmilla e “Amor de que” da Pabllo Vittar. As menções sobre desejo de participar dos blocos de rua representam a maior parcela do conteúdo publicado.  

Me namora…

A expectativa por novos crushs durante a folia também está em destaque nas menções pré-carnaval. Os usuários comentaram sobre planos de conseguir contatinhos, alguns até prepararam carimbo com nome e telefone para marcar as pessoas nos blocos. E no meio dos comentários sobre a paquera, também houve críticas aos que terminam os relacionamentos nas semanas que antecedem a festa.

Cabelo ok, marquinha ok, sobrancelha ok, a unha ‘tá ok

Destaque para as menções sobre as fantasias e maquiagens. No Twitter, os usuários compartilharam vídeos feitos no TikTok (será que será a rede desse Carná?) que mostram de um jeito rápido as transformações de maquiagem. As menções de tutoriais de maquiagem e customização de fantasias no YouTube também tiveram destaque nos compartilhamentos de menções deste universo.

Diferente dos outros anos, em que os usuários comentaram sobre fantasias temáticas esse ano o uso de Glitter é a sensação. Além das dicas de customização e maquiagem, ainda sobre o preparo para a folia, destaque para a recomendação de usar desodorante e escovar os dentes.

A expectativa é que São Paulo abrigue este ano o maior carnaval de rua do país, com estimativa de 12 milhões de participantes, mas quem está dominando as redes até agora são os cariocas. 

#BebidaDaVez

37% das menções sobre bebidas no carnaval foram sobre a cerveja Skol, seguido pela Skol Beats com 30% das publicações. Vale destacar que a Skol Beats lançou recentemente novas versões da bebida em parceria com a Anitta, gerando buzz sobre a marca.

Bebeu água? Em terceiro lugar  ficaram as menções sobre consumo de água durante a folia.

Corote (5%), Cachaça (4%), Coca-Cola 2%, Itaipava (1%) e Catuaba (1%) completam as marcas mais faladas. As demais marcas como Heineken, Antarctica, Brahma e Amstel não atingiram 1%.

Na Avenida

Zoom no errejota!

Beija-Flor foi a escola de samba mais citada no período. O samba enredo da escola foi destaque entre os comentários. A homenagem a Exú e a Pombagira, entidades da Umbanda e do Candomblé, agradou os usuários e fãs da escola.

Já na Mangueira, destaque para o compartilhamento de notícias sobre o samba enredo “A Verdade Vos Fará Livre“. Grupos religiosos  fizeram abaixo-assinado contra ao samba da escola, pois dizem ser uma blasfema contra Cristo.

Já sobre a Grande Rio, que ficou em terceiro lugar entre as mais citadas, as participações da Ex-BBB Elana e da Atriz Paolla Oliveira  foram os destaques entre os comentários. Paraíso do Tuiuti, Estácio de Sá, Unidos da Tijuca, Vila Isabel e União da ilha somaram 3% das menções.

Em Sampa…

Pérola Negra foi a escola paulista mais citada nas redes. As notícias sobre o alagamento no barracão da escola que resultou na perda de 40% das fantasias  gerou comoção entre os usuários.


Rosas de ouro apareceu em segundo com 13% das menções. Além das notícias sobre alagamento no barracão da escola de samba, destaque para as notícias sobre a nova musa da escola, a Ana Beatriz Godoi.

Já as menções sobre a Gaviões da Fiel foram sobre, principalmente, o último ensaio técnico e o compartilhamento das notícias sobre a participação da bateria da escola no bloco de carnaval da Sabrina Sato.

A campeã do ano passado teve apenas 11% das menções.

E pra quem não vai pra rua?

No bloco dos antifolias os comentários foram de retiro espiritual e ficar em casa vendo Netflix.

Monitoramento realizado de 04 a 14 de fevereiro de 2020. 

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Torcida, contra e a favor do Brasil, marcou o Oscar 2020 nas redes

1,6 milhão de menções de postagens brasileiras nas redes sociais sobre o universo do Oscar 2020 foram analisadas pela plataforma Torabit. As capturas de mensagens começaram em 13 de janeiro, dia da divulgação dos indicados e foram acompanhadas até o amanhecer de 10 de fevereiro, um dia após o anúncio dos vencedores.

O resultado mostra que, na análise geral, as redes acertaram o resultado de 18 das 24 categorias. As apostas dos usuários foram computadas antes da entrega das estatuetas em Los Angeles.

O sentimento de brasilidade falou mais alto em duas categorias e fez com que a torcida nas redes “errasse” em relação à escolha da Academia. Primeiro, a animação “Klaus”, que contou com o ilustrador brasileiro Gabriel Soares de Manaus, foi a queridinha dos usuários, mas perdeu a estatueta. Segundo, o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa, contava com uma enorme expectativa das redes não confirmada pelos votos da Academia.

Votos das redes versus os votos da Academia:

Na categoria melhor filme, as redes torciam para “Parasita” (29% de votos nas redes) e o filme foi o vencedor.

Como melhor montagem, as redes apostavam em “Coringa” (38%), mas quem ganhou foi “Ford vs Ferrari” (11%).

A melhor trilha sonora original teve a torcida das redes para “Coringa” (64%), e os usuários acertaram.

Como melhor fotografia, as menções nas redes acertaram mais uma vez. 39% queriam “1917”, voto seguido pelo Oscar.

Para melhor atriz, as redes torciam para Cynthia Erivo, 37%, mas quem levou a estatueta foi Renné Zellweger.

Para melhor ator, 53.5% dos usuários apostaram e ganharam fácil! Joaquin Phoenix com seu Coringa foi o grande vencedor.

Em melhor filme internacional, “Dor e Glória”, seria o vencedor para 71% dos usuários, mas “Parasita” ganhou tudo!

A melhor atriz coadjuvante para as redes foi Laura Dern com 33%, torcida essa que se confirmou com a estatueta para a atriz.

Maquiagem e Figurino foi mais um acerto das redes sociais, “O Escândalo”, com 26% era o preferido das redes e foi o do Oscar também.

Ator coadjuvante e Brad Pitt foi a dobradinha escolhida pelas redes, 53%, e pelo Oscar.

Para 33% das redes, o coreano Bong Joon-Ho deveria ganhar como melhor diretor e foi feita a vontade da massa.

Na categoria roteiro adaptado, Coringa deveria ser o campeão para 50% dos usuários das redes. Jojo Rabbit ganhou.

Em roteiro original, 81% das menções nas redes dava como certa a vitória de Parasita. E isso foi confirmado.

83% torciam para a animação Klaus, cujo projeto contava com um ilustrador brasileiro, mas Toy Story 4 levou a estatueta.

54% cravaram “Adoráveis Mulheres” como filme com melhor figurino. Acertaram.

A categoria de efeitos visuais contava com a torcida de 38% dos usuários das redes para “1917”. Venceram.

“Democracia em Vertigem”, não foi só a escolha da torcida de 90% das menções nas redes na categoria Documentário mas também foi um dos principais temas em torno das menções no geral em torno do evento. A categoria foi vencida por “Indústria Americana”.

“Rocketman” levou os votos da maioria da rede, 32%, e também da Academia.

A melhor direção de arte foi a de “Era uma vez em… Hollywood” para a maioria nas redes, 41%, se confirmou com a entrega da estatueta.

Mixagem de som: 54% cravaram e acertaram “1917”.

Edição de som. 44% acharam que “Coringa” ganharia, mas “Ford vs Ferrari” levou.

O curta-metragem, “The Neighbors’ Window” foi o vencedor nas redes, com 50%, e na Academia também.

Animação em curta teve o favorito nas redes com “Hair Love”, com 65%, também ganhador oficial da categoria.

“Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)” foi o documentário em curta favorito das redes com 73% e foi quem levou mais votos na Academia também.

Sobre os percentuais acima, eles refletem sempre o maior percentual de aposta dos usuários de redes sociais. Foram examinados Twitter (a maioria, em razão da dinâmica da plataforma), Facebook, Instagram e YouTube. 

Mais:

 Mulheres dominaram nas menções nas redes.

Sudeste foi maioria.

Cada pontinho é um @, cada nó é um cluster. Alguns usuários geram muita conversa em torno de si. É o que chamamos de viralização. O pontinho amarelo circulado é a @petracostal – que não ganhou a estatueta mas que teve seu nome mega citado nas redes


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Neste caso é possível selecionar os termos-chave que deseja identificar entre as ocorrências da busca pesquisada. Ao selecionar essa opção, aparecerá um campo para preenchimento dos termos.

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O Grafo é um gráfico que mostra a ligação entre as interações e os perfis. 

Com ele é possível entender os clusters e seu poder de influência sobre determinado assunto.

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